domingo, 31 de janeiro de 2016

Medicina na vida

Uma conclusão que se pode tirar ao ler esse texto é a de que a humanidade
não deve apenas aos médicos a grande transformação por que passou a arte de
curar, desde os tempos mais remotos, até os dias de hoje.
Advogados, professores, jornalistas, engenheiros, físicos, químicos,
farmacêuticos, dentistas, fisioterapeutas, nutricionistas, veterinários, enfermeiros,
biólogos, psicólogos e até mesmo profissionais sem nenhum curso superior, como o
holandês Leeuwenhoek, inventor do microscópio, deram considerável contribuição
para o desenvolvimento desta nobre arte. pediatra   psicologo   fisioterapia

Além disso, inúmeras pessoas anônimas, e que jamais terão seus nomes
lembrados, mas que também deram uma grande contribuição às pesquisas e à
evolução das ciências da saúde, até mesmo por meio de seu singelo trabalho
cotidiano, são também merecedoras de respeito e admiração. A elas dedico esse
livro. odontologia
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A arte primitiva de curar
A medicina pode ser definida como a arte de se ocupar dos fenômenos do amor,
próprios ao corpo.
Platão, O Banquete
O início
Quando a humanidade, em seus primórdios, vivia em harmonia com a
natureza - e quando esta dominava o espírito humano, e não o contrário –, os
processos de cura eram essencialmente empíricos.
Foi assim, desta maneira mágica, que a medicina se desenvolveu. Em sua
manifestação popular ela permanece, até hoje, em estreita relação com o
aprendizado das diversas forças da natureza, de um lado, e as crenças em magia, de
outro.

Por meio da observação dos povos primitivos atuais, temos um retrato fiel das
formas de vida dos seres humanos no passado mais remoto.
Há quem afirme que o medo criou o sentimento religioso12. A fragilidade do
homem frente à natureza, às doenças e às demais dificuldades de sua miserável
existência tornava-o carente do sobrenatural, como forma de proteção em meio a
um cenário tão adverso.

Na sua origem, a prática da magia se confunde com a da religião,
concentrando-se em alguns indivíduos que passaram a ser considerados como
dotados de poderes extraordinários.
No dia em que surgiu o primeiro mago, surgiu também o primeiro sacerdote e
o primeiro médico.

Seria natural, em conseqüência, que aqueles que praticassem a medicina
primitiva fossem os mesmos que, conhecendo a fragilidade do ser humano e as
virtudes das plantas e dos venenos dos animais, também passassem a se atribuir
poderes diferenciados dos demais. Os mesmos que, possuidores de faculdades
fantásticas, eram tidos como capazes de convocar os espíritos dos mortos ou de
apaziguá-los.

A prática de suas funções torna-os mediadores entre o homem e os deuses, o
que os leva a alcançar o maior atributo divino de todos os tempos, o poder sobre a
vida e a morte e a capacidade de curar doenças.
O crescente conhecimento permite que fiquem cada vez mais poderosos.
Assim, para guardar seus segredos e manter sua fonte de domínio, eles
constituem uma casta, ligada por ritos especiais e, freqüentemente, por um sistema
complicado e secreto de iniciação.

Realizam, periodicamente, cerimônias de sacrifícios, ou ritos sangrentos, pelo
reconhecimento da importância do sangue como fonte de vida, já que os primeiros
caçadores acreditavam que a alma dos animais estava no seu sangue, partindo daí
também a crença de que por este meio poderiam apropriar-se da força vital do
inimigo.

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